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terça-feira, 10 de maio de 2011

Cientistas vão testar comunicação com golfinhos por computador

Um computador capaz de reconhecer o som emitido por golfinhos e gerar respostas em tempo real é o trabalho que está sendo desenvolvido pela organização Projeto de Golfinhos Selvagens, na Flórida (USA).



Grupos desses cetáceos têm se comunicado com humanos, por meio de desenhos e sons, desde a década de 60. Mas a comunicação é quase de uma mão única, explica Denise Herzing, que está à frente da pesquisa.



Desde 1998, Herzing e colegas tentam estabelecer uma comunicação de duas vias com os golfinhos. Primeiro, pelo uso de sons artificiais e, depois, associando-se os sons emitidos a quatro símbolos que aparecem em um keyboard especial usado debaixo d'água.



O golfinho pode pedir coisas apontando para cada um dos símbolos, como brincar ou pegar uma carona em uma onda, e não apenas receber ordens humanas.



O projeto é uma colaboração com o pesquisador de inteligência artificial Thad Starner, do Instituto de Tecnologia de Georgia, em Atlanta (EUA). A meta é criar um sistema de linguagem com os quais os golfinhos selvagens se comuniquem naturalmente que, por si só, já é uma grande desafio.



Os golfinhos podem produzir sons em frequências mais altas a 200 quilo-hertz --ou seja, quase dez vezes mais do que o ouvido humano é capaz de captar. Outro ponto a ser superado é como os animais projetam sons em diferentes direções sem mexer a cabeça, o que torna mais difícil reconhecer o "som-palavra" que emitiu.



Para contornar esse problema, Starner e colegas estão construindo um protótipo de computador do tamanho de um smartphone, dotado de dois fones de ouvido concebidos para funcionar debaixo d'água e captar os mais variados sons para então decifrá-los.



"Nem mesmo sabemos se os golfinhos usam palavras", admite Herzing. "Poderíamos usar os sinais deles, se nós os conhecêssemos."


http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida

Um comentário:

Anônimo disse...

O proximo passo é uma mesa de poker só de golfinho, bebendo whisky e falando palavrão. mad dog