08/02/2008 - 08h48
GUSTAVO VILLAS BOAS
da Folha de S.Paulo
Em março de 2005, Amal Graafstra virou um ícone da cibercultura --em que implantes tecnológicos aparecem como um novo tipo de tatuagem.
Ele é reconhecido como a primeira pessoa a colocar um sistema de identificação por radiofreqüência no corpo de forma independente. Graafstra tem um em cada mão --e ainda convenceu sua namorada, Jennifer Tomblin, a usar um.
Com seus chips, ele abre a porta de casa ou do carro, por exemplo. Graafstra escreveu um livro sobre como desenvolver projetos que utilizam a tecnologia --o "RFID Toys".
Reprodução
Homem com chips em ambas as mãos promove tecnologia em livro; montagem mostra Amal Graafstra e seus implantes (entre os dedos)
Homem com chips em ambas as mãos promove tecnologia em livro; montagem mostra Amal Graafstra e seus implantes (entre os dedos)
O site www.thinkgeek.com vende um kit com o livro mais componentes para a construção dos brinquedos.
Graafstra tem um site (www.amal.net) e um blog onde conta sua experiência com o chip. Ele diz que nunca foi parado em detectores de metais. Uma vez, escreve, foi revistado com detectores manuais e avisou que tinha um implante em cada mão.
Segundo Graafstra, ao passar especificamente sobre os implantes, o aparelho não apitou. "Mas apitou em um dos meus pequenos botões da camisa."
Uso médico
A empresa norte-americana Verichip (www.verichipcorp.com) desenvolveu um chip RFID de uso médico para implante.
Foi o primeiro do tipo a conseguir aprovação da FDA (órgão regulador de alimentos e fármacos nos Estados Unidos) para ser colocado em seres humanos, em 2004.
O chip funciona como um identificador único do paciente, e uma vez escaneado, dá acesso a informações médicas importantes em emergências, como alergias ou tipo sangüíneo.
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