O Viajante

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Lunar

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Informação demais





Um novo aparelho de luxo peca pelo excesso. Mas não o bom excesso


Há diversos aparelhos de luxo no mercado. Cada um chama atenção por um motivo: pode ser por tecnologias incríveis, pelos materiais que o compõem, pelo design assinado por um grande nome ou por todos os diamantes que cobrem o telefone.

Mas há algo que todos esse modelos tem em comum: a exclusividade. O preço alto não vem apenas com os materiais nobres, mas também é um modo fazer do aparelho um atestado de estilo e influência. Muito da graça é você saber que quase ninguém terá um aparelho parecido.

Mas será que isso pode ir longe demais? A Givori criou um modelo que leva todas essas idéias ao extremo, mas pode ter se perdido no final. Chamado Serendipity, o aparelho só terá 50 unidades produzidas.

Se saber que mais 49 pessoas terão um aparelho como o seu é algo que incomoda, não tema. Cada um deles é feito a mão, então é garantido que nenhum será exatamente igual ao outro.

Mas talvez o pecado esteja no excesso de informação usado para garantir a singularidade. No fim, é até difícil entender o que está acontecendo entre tantos enfeites!

Quanto as funções, o aparelho é relativamente comum. O que a Givori faz, na verdade, é pegar um Nokia 8800 Arte ou um N76 e recobrí-lo de jóias e metais preciosos. Cada um deles custa US$ 3,1 mil. A Givori ainda não anunciou onde o celular poderá ser encontrado, e não possui um website.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Recorde: Escocês dá volta ao mundo de bicicleta em 195 dias

O escocês Mark Beaumont quebrou o recorde de volta ao mundo em uma bicicleta nesta sexta-feira, chegando a Paris depois de 195 dias de viagem. O recorde anterior era de 276 dias.

O ciclista de 25 anos cruzou a linha de chegada no Arco do Triunfo depois de uma viagem que começou no dia 5 de agosto de 2007 e percorreu 28 mil quilômetros por 20 países, incluindo Paquistão, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e os Estados Unidos.

Beaumont foi recebido em Paris por sua família, amigos e fãs e disse que estava exausto, porém muito feliz com sua conquista.

"É ótimo ver meus amigos e família e agora quero dormir um pouco."

"O desafio (a volta ao mundo de bicicleta) foi uma daquelas coisas que precisava ser feita. Adoro a idéia de ser o primeiro e o mais rápido e senti que era capaz de quebrar o recorde", disse.

Furto e atropelamento

A rotina de Beaumont foi muito pesada nos últimos meses. Ele percorria 160 quilômetros por dia e tinha um dia de folga apenas a cada 15 dias.

A viagem começou em Paris no dia 5 de agosto e, da França, ele percorreu a Bélgica e cruzou a Europa.

E a viagem não foi tranqüila. Beaumont foi perseguido e apedrejado por pastores na Turquia.

Na Ucrânia e nos Estados Unidos ele foi atropelado. Nos Estados Unidos, no Estado da Louisiana, Beaumont foi atropelado por um idoso que avançou o sinal vermelho.

No Paquistão o ciclista teve que dormir em celas, dentro de delegacias. Durante a viagem, sua carteira e sua câmera foram roubadas.

E durante a viagem ele usou até o fim seis pneus de sua bicicleta (os pneus furaram sete vezes) e seis calções.

A mãe de Beaumont, Una Beaumont, coordenou sua viagem, negociando com embaixadas, marcando vôos, lidando com a imprensa e providenciando os reparos na bicicleta.

Amarilis Espinoza, porta-voz do Livro Guinness dos Recordes, afirmou que a documentação da viagem será analisada pelos pesquisadores do livro, mas "tudo parece já estar em ordem" para o registro do recorde.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Grupo internacional encontra cópia do Sistema Solar em miniatura


Conjunto de planetas é o mais parecido com o do Sol visto até hoje.

Salvador Nogueira Do G1. em São Paulo







Um grupo internacional de astrônomos acaba de encontrar um sistema planetário que parece uma fotocópia do nosso -- só que em escala reduzida.

A estrela e seus planetas estão localizados a pouco menos de 5.000 anos-luz da Terra (um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros). Ela possui cerca de 50% da massa do nosso Sol; já quanto a eles, dois foram detectados, e suas configurações lembram muito as de Júpiter e Saturno, os dois maiores corpos planetários do nosso sistema.

Além do tamanho parecido, suas órbitas estão além da chamada "linha do gelo", região a partir do qual compostos como água e amônia se solidificam -- exatamente como Júpiter e Saturno. E a distância entre eles é bem proporcional à que se vê entre os dois gigantes do Sistema Solar. Resumo da ópera: o grupo encabeçado por Scott Gaudi, da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, aposta ter encontrado a mais perfeita réplica do Sistema Solar até hoje observada.

Todo mundo sabe (ou deveria saber) que o nosso Sol tem oito planetas. Pelo que os cientistas puderam observar, esses astros ao redor da estrela OGLE-2006-BLG-109 são apenas dois. Que raio de réplica é essa?

"Para esse caso particular, até onde sabemos, o sistema que detectamos pode ter planetas rochosos mais próximos da estrela, como a nossa Terra", disse Gaudi . "Nós não teríamos detectado esses planetas, não tínhamos a sensibilidade para planetas próximos e rochosos, porque eles seriam pequenos demais. Mas podemos dizer que, assim como em nosso Sistema Solar, não há planetas gigantes na região quente e interna desse sistema. Então, esse sistema poderia ser realmente um análogo ao Sistema Solar."

Pode parecer, mas isso não é pouca coisa. Até hoje, dos mais de 200 planetas extra-solares descobertos desde 1995, a imensa maioria consiste em planetas muito maiores do que Júpiter e orbitando muito próximos de suas estrelas-mãe. Isso porque a principal técnica para descobrir esses mundos envolve a observação do bamboleio das estrelas causado por potenciais planetas ao seu redor -- e quanto mais próximo e maior for o planeta, mais fácil de detectar.

O grupo internacional a que Gaudi pertence usou uma outra técnica, que não privilegia astros grandes e próximos da estrela. Em vez disso, ela usa um efeito previsto pela teoria da relatividade para detectar esses planetas. O segredo consiste em observar o anel de Einstein.

Sério. O negócio é o seguinte: quando uma estrela passa na frente de outra, com relação ao ponto de vista de um observador na Terra, a estrela da frente distorce os raios de luz da estrela de trás -- produzindo o que os cientistas chamam de "microlente gravitacional". Pelo padrão formado por essa lente, os pesquisadores podem deduzir a existência de planetas ao redor da estrela mais próxima.

A boa notícia é que, em coisa de duas semanas, é possível identificar a existência de planetas. A má é que não é sempre que aquela estrela vai estar posicionada à frente de outra -- depois de umas duas semanas de "trânsito", aquele sistema planetário volta à "escuridão", e não há telescópio hoje que possa observar os planetas recém-descobertos.

Isso não pode ser triste para os pesquisadores, ter de abandonar seus planetas recém-descobertos? "Não é tão frustrante pelo fato de estarmos encontrando esses sistemas fascinantes. A força das microlentes não está no estudo detalhado das 'personalidades' dos sistemas planetários, mas sim em fazer um 'censo' da população como um todo", diz Gaudi. "E, de algum modo, nem é necessário 'seguir' esse sistema para obter informações adicionais; nós aprendemos mais sobre ele nas duas semanas em que ele estava agindo como uma microlente do que aprendemos sobre muitos dos sistemas planetários que estão 30 vezes mais próximos e são milhares de vezes mais brilhantes!"

Os dois novos planetas, com massas equivalentes a 71% e 27% da massa de Júpiter, tiveram sua descoberta reportada na última edição da revista científica "Science". Mas os pesquisadores não descansarão enquanto não encontrarem planetas como a Terra em sistemas planetários parecidos com o nosso.



"Continuamos a procurar (e achar!) novos planetas. Muitos desses planetas são muito estranhos. Esperamos encontrar um planeta gelado com a massa da Terra, e se esses planetas forem comuns, devemos encontrar um logo."

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Homem com chips em ambas as mãos promove tecnologia em livro

08/02/2008 - 08h48

GUSTAVO VILLAS BOAS
da Folha de S.Paulo

Em março de 2005, Amal Graafstra virou um ícone da cibercultura --em que implantes tecnológicos aparecem como um novo tipo de tatuagem.

Ele é reconhecido como a primeira pessoa a colocar um sistema de identificação por radiofreqüência no corpo de forma independente. Graafstra tem um em cada mão --e ainda convenceu sua namorada, Jennifer Tomblin, a usar um.

Com seus chips, ele abre a porta de casa ou do carro, por exemplo. Graafstra escreveu um livro sobre como desenvolver projetos que utilizam a tecnologia --o "RFID Toys".
Reprodução
Homem com chips em ambas as mãos promove tecnologia em livro; montagem mostra Amal Graafstra e seus implantes (entre os dedos)
Homem com chips em ambas as mãos promove tecnologia em livro; montagem mostra Amal Graafstra e seus implantes (entre os dedos)

O site www.thinkgeek.com vende um kit com o livro mais componentes para a construção dos brinquedos.

Graafstra tem um site (www.amal.net) e um blog onde conta sua experiência com o chip. Ele diz que nunca foi parado em detectores de metais. Uma vez, escreve, foi revistado com detectores manuais e avisou que tinha um implante em cada mão.

Segundo Graafstra, ao passar especificamente sobre os implantes, o aparelho não apitou. "Mas apitou em um dos meus pequenos botões da camisa."

Uso médico

A empresa norte-americana Verichip (www.verichipcorp.com) desenvolveu um chip RFID de uso médico para implante.

Foi o primeiro do tipo a conseguir aprovação da FDA (órgão regulador de alimentos e fármacos nos Estados Unidos) para ser colocado em seres humanos, em 2004.

O chip funciona como um identificador único do paciente, e uma vez escaneado, dá acesso a informações médicas importantes em emergências, como alergias ou tipo sangüíneo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Nasa vai transmitir música dos Beatles no espaço


da France Presse, em Washington

A Nasa (agência espacial norte-americana) vai transmitir a canção dos Beatles "Across The Universe" no espaço no dia 4 de fevereiro. A idéia é comemorar os 40 anos desde que os Beatles gravaram a música e o aniversário de 50 anos de fundação da agência-- que será completado em outubro de 2008.

A transmissão será feita pela Deep Space Network, rede internacional de antenas que dá suporte para a exploração do universo.

A música será orientada na direção da Estrela Polar (Polaris), a mais brilhante da constelação da Ursa Menor, situada a 431 anos-luz da Terra (um ano-luz corresponde a 9 trilhões e 460 bilhões de quilômetros), afirma a Nasa em seu site na internet. De acordo com a agência, a canção viajará no universo a uma velocidade de 307 mil km/s.

O ex-Beatle Paul McCartney afirmou estar entusiasmado com esta iniciativa. "Extraordinário! Bravo! A Nasa vai transmitir minha afeição aos extraterrestres", comentou, em uma mensagem endereçada à agência espacial.

A viúva de John Lennon, o principal autor desta canção, Yoko Ono, considerou o evento significativo. Segundo ela, "marca o início de um novo tempo no qual nos comunicaremos um dia com milhares de planetas".

Não é a primeira vez que a Nasa utiliza a música dos Beatles. Em novembro de 2005, Paul McCartney havia interpretado "Good Day Sunshine" durante um concerto retransmitido à ISS (Estação Espacial Internacional), que abriga uma equipe de três astronautas norte-americanos e russos.

"Deu na BBC" - Parte 23

Britânicos encontram lista de compras de 300 anos
A lista de compras que estava escondida no vaso
A lista de compra é escrita em chinês e o papel é delicado.
Uma lista de compras escrita em chinês, que teria 300 anos, foi encontrada em um vaso do século 18, em uma mansão preservada por autoridades britânicas na cidade de York, no norte da Inglaterra.

A descoberta foi feita na Fairfax House, uma mansão do século 18 aberta à visitação entre fevereiro e dezembro.

Todo mês de janeiro, a mansão é fechada para uma grande limpeza e os supervisores encontraram a antiga lista durante a operação.

A lista inclui o preço de alguns pigmentos e tintas que foram comprados para decorar o próprio vaso onde foi encontrada.

Frágil

O supervisor da mansão, Peter Musgrove, afirma que o vaso está na casa desde que a Fairfax House foi aberta à visitação para o público, há 25 anos, e já foi colocado em exposição várias vezes.

"Nos últimos anos, devido à fragilidade da peça, o vaso foi guardado no depósito. Retirei para limpeza e ouvi um barulho vindo do fundo do vaso", conta Musgrove. "Cuidadosamente, coloquei uma vareta dentro do vaso e puxei um pedaço de papel arroz amarrotado, com escrita chinesa em tinta preta."

A lista de compras, cujo papel é muito delicado, teve que ser montada em um pedaço de papel cartão e será enviada para mais análises.

A Fairfax House foi construída em 1762 e exibe algumas das mais raras amostras de objetos e móveis britânicos do século 18.

Cientistas criam cebola "antilágrimas"

da Efe, em Sydney

Cientistas da Nova Zelândia e do Japão criaram uma cebola "antilágrimas". Eles anularam, no alimento, a atuação de um gene responsável pela sintetização da enzima que causa esta reação, informou nesta sexta-feira (1º) a imprensa do país.

Um dos diretores da pesquisa, Colin Eady, disse que a descoberta pode acabar com um dos maiores "enigmas" da cozinha: por que cortar uma simples cebola nos faz chorar.

O cientista reconheceu que o sabor da cebola "antilágrimas" poderia ficar diferente por causa desta alteração na composição, mas disse que, à medida que a pesquisa for avançando, o gosto poderia "até melhorar".

Acrescentou que, apesar da expectativa que esta nova descoberta pode gerar na sociedade, a maioria das pessoas terá que esperar de 10 a 15 anos para poder cortar cebolas sem chorar.

Loja britânica deixará de vender cama "Lolita" para meninas

LONDRES (Reuters) - Uma cadeia de lojas varejistas britânicas suspendeu a venda de camas chamadas "Lolita", feitas para meninas de 6 anos, depois de pais furiosos terem chamado a atenção para o fato de que o nome é sinônimo de pré-adolescentes sexualmente ativas.

A Woolworths disse que os profissionais que administram o Web site que vende as camas não tinham conhecimento da conexão.

Em "Lolita", romance de 1955 de Vladimir Nabokov, o narrador tem um relacionamento sexual com sua enteada de 12 anos. Mas os profissionais da Woolworths não tinham ouvido falar do romance clássico, nem dos dois filmes baseados nele.

Por isso, não viram nada de errado em promover a cama branca Lolita Midsleeper Combi, com armário e mesa embutidos, para meninas de cerca de 6 anos de idade, até uma mãe preocupada soar o alarme num Web site para pais.

"O que parece ter acontecido é que os administradores do Web site nunca tinham ouvido falar em 'Lolita', e, para falar a verdade, ninguém mais aqui ouvira falar do livro, tampouco", disse um porta-voz a jornais britânicos.

"Tivemos que procurar no Wikipedia (enciclopédia online). Mas agora sabemos quem ela foi."

A Woolworths disse que o produto deixou de ser vendido.