O Viajante

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Temperatura sobe a 400ºC em região da Jordânia

Qua, 07 Out, 03h31

Amã, 7 out (EFE).- As autoridades jordanianas investigam a partir de hoje o que motivou um repentino aumento da temperatura para 400ºC em um local próximo a Amã, informaram fontes oficiais.

O fenômeno ocorreu nesta terça-feira em uma área de quase dois mil metros quadrados na província de Balqa, 15 quilômetros ao oeste de Amã, segundo o governador da província, Abdul Khalil Sleimat.

"O fenômeno foi descoberto por acaso quando ovelhas entraram no terreno enquanto estavam pastando", disse o governador.

Sleimat contou que, de acordo com os pastores que cuidavam das ovelhas, os animais "foram completamente queimados e desapareceram".

As autoridades isolaram a área e retiraram os moradores do local, acrescentou o governador.

O Governo jordaniano deixou a investigação do fenômeno a cargo de um painel formado por diversos departamentos e instituições acadêmicas.

O chefe da associação jordaniana de geólogos, Bahjat Adwan, descartou a presença de qualquer atividade sísmica ou vulcânica na área.

O diretor do Conselho de Recursos Naturais da Jordânia, Maher Hijazin, informou que certos materiais orgânicos podem ter se juntado e reagido sob a superfície, gerando o inusitado aumento de temperatura.

Hijazin também destacou que há uma rede de água e esgoto que lança seus resíduos na região. EFE

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A superabóbora



























Christy Harp mostra a abóbora gigante que apresentou em concurso de Ohio, nos Estados Unidos. Ela ganhou US$ 2,5 mil por ter quebrado o recorde mundial com o fruto de 782,4 quilos. Segundo organizadores, recorde anterior era de 766 quilos, alcançado em 2007 AP

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Descoberta na Etiópia lança luz sobre origens do homem

REUTERS

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Um esqueleto humano de 4,4 milhões de anos atrás mostra que os humanos não evoluíram de ancestrais semelhantes aos chimpanzés, relataram pesquisadores nesta quinta-feira.

Em vez disso, o elo perdido --o ancestral comum aos humanos e aos macacos de hoje-- era diferente de ambos e os macacos evoluíram tanto quanto os humanos a partir desse ancestral comum, afirmaram eles.

Os pesquisadores salientaram que "Ardi" deve ser agora o hominídeo mais antigo que se conhece, mas não é o elo perdido. "Em 4,4 milhões de anos atrás encontramos algo um tanto perto disso", disse Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que ajudou a coordenar a equipe de pesquisa.

Eles descreveram o esqueleto parcial de uma fêmea do "Ardipithecus ramidus". A espécie hominídea viveu há 4,4 milhões de anos no que agora é a Etiópia.

A criatura de 1,2 metro é um milhão de anos mais velha que "Lucy" --o esqueleto de uma outra espécie, chamada "Australopithecus afarensis", um dos pré-humanos mais conhecidos.

O estudo genético sugere que os humanos e nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, diferenciaram-se há 6 milhões ou 7 milhões de anos, embora algumas pesquisas sugiram que isso pode ter ocorrido há 4 milhões de anos.

"Ardi" é claramente um ancestral humano e seus descendentes não viraram chimpanzés ou macacos, relataram os pesquisadores na revista Science.

Ela tinha uma cabeça semelhante a de macaco e dedos dos pés oponíveis que permitiam que ela subisse em árvores com facilidade, mas suas mãos, pulsos e pélvis mostram que ela caminhava como um humano moderno e não como um chimpanzé ou um gorila.

"As pessoas meio que assumiram que os chimpanzés modernos não evoluíram muito, que o último ancestral comum era mais ou menos como um chimpanzé e de que a linhagem humana passou por toda a evolução", afirmou White.

Mas "Ardi" é "ainda mais primitiva que um chimpanzé", disse White.

sábado, 26 de setembro de 2009

Asteroide chega à posição mais próxima da Terra

25/09/2009 - 19h15
Asteroide chega à posição mais próxima da Terra, diz astrônomo espanhol
da Folha Online

Um asteroide de quase um quilômetro de diâmetro está a uma distância de cerca de 600 mil quilômetros da Terra, acompanhando o planeta por uma órbita paralela.

Trata-se da menor distância já relatada, que equivale a menos de duas vezes a distância da Terra até a Lua, de acordo com o astrônomo espanhol Josep Maria Bosch. "É um recorde absoluto, é o grande asteroide que se observou mais perto da Terra em toda a história", comenta ele.



Um asteroide de quase 1 km de diâmetro está a uma distância de cerca de 600 mil km da Terra; essa é a menor distância já relatada
A notícia foi publicada pelo jornal espanhol "El País" nesta sexta-feira (25).

O astro, que se chama 2009 ST19, vai acompanhar a Terra por mais uma semana, até que suas órbitas se separem.

O asteroide foi observado pela primeira vez no dia 16 de setembro e foi incluído na lista de asteroides potencialmente perigosos, cujas órbitas se cruzam com a da Terra.

Os primeiros cálculos indicam que a aproximação mais perigosa do ST19, que dá uma volta pelo Sol a cada 3,6 anos, se produzirá aproximadamente em 2038.

O registro foi feito pelo Centro de Observación del Universo de Ager, em Lérida, na Catalunha (Espanha).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

'Garçom, tem uma cobra na minha sopa!'

Qui, 07 Mai, 05h37
NOVA YORK, EUA, 7 Mai 2009 (AFP) - Um restaurante de Clifton Park (Estado de Nova York) está investigando a queixa de um cliente de que teria encontrado uma cabeça de serpente na salada.


"Estamos levando a situação a sério", disse Amy Freshwater, porta-voz da rede Carlson, a que pertence o estabelecimento TGI Friday's, onde aconteceu o caso, domingo passado.

Segundo a imprensa local, o cliente, identificado como Jack Pendleton, encontrou algo estranho misturado ao brócoli e chamou o garçom imediatamente, antes de constatar que se tratava da cabeça de um ofídio.

A cabeça do réptil já foi enviada a um laboratório independente para ser examinada.


Yahoo Notícias.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cientistas anunciam avanço em criação de 'manto de invisibilidade'

Cientistas americanos conseguiram criar uma nova versão de uma espécie de "capa de invisibilidade", que torna objetos tridimensionais invisíveis sob luz infra-vermelha.
O manto criado pela equipe, do formato de um lenço com vários buracos, foi capaz de cobrir um objeto dando a impressão visual de que não estaria cobrindo objeto algum.
Segundo os cientistas, o "manto de invisibilidade" cancela a distorção produzida pelo volume do objeto que é escondido debaixo dela ao "curvar" a luz em volta deste volume, como água em volta de uma pedra, e, com isso, criar a ilusão de uma superfície lisa.

Os cientistas afirmam que conseguiram um avanço importante em relação a estudos anteriores pelo fato de não terem usado metais no manto. Em 2006, uma equipe de cientistas britânicos e americanos testou uma versão anterior de um "manto de invisibilidade" em laboratório.

O "manto" - na verdade um equipamento circular, feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre - fez com que as ondas emitidas pelo radar se desviassem do objeto e se reencontrassem do outro lado, como se tivessem passado por um espaço vazio.

Silício

Os cientistas, desta vez, também usaram um dielétrico - um material isolante - que absorve menos luz. Neste projeto trabalharam Michal Lipson e sua equipe na Universidade Cornell, e o professor de engenharia mecânica da Universidade de Berkeley, Xiang Zhang e uma das equipes descreveu o processo na revista especializada Nature Materials.

"Basicamente, estamos transformando uma linha reta de luz em uma linha curva em volta da capa, então você não percebe qualquer mudança em seu caminho", explicou Zhang.

"Metais introduzem perda (de luz), ou reduzem a intensidade da luz", acrescentou o professor. Esta perda de luz pode levar a manchas escuras quando se coloca a capa sobre um objeto.

De acordo com Zhang, o uso do silício nesta capa, um material que absorve pouca luz, foi uma "grande evolução". Segundo o professor Zhang a capa "muda a densidade local" do objeto que cobre.

"Quando a luz passa do ar para a água, ela se curva, devido à densidade ótica, ou índice de refração", disse o professor à BBC.

"Então, ao manipularmos a densidade ótica de um objeto, podemos mudar o caminho da luz de uma linha reta para qualquer outro caminho que escolhermos."

O novo material consegue este feito devido aos minúsculos furos, perfurados estrategicamente em uma folha de silício.

'Perfil'

A equipe de Zhang conseguiu "decidir qual o perfil" do objeto escondido alterando a densidade ótica com os furos.

"Em algumas áreas vamos perfurar muitos furos e, em outras, eles são bem mais escassos. Onde há mais furos, há mais ar do que silício, então a densidade ótica do objeto é reduzida", afirmou Zhang.

"Cada furo é muito menor do que o comprimento de onda da luz. Então a luz ótica não 'vê' um furo - apenas vê uma espécie de mistura de ar com silício. Então, no que diz respeito à luz, nós conseguimos ajustar a densidade do objeto."

O professor destacou que o "manto de invisibilidade" que ele e sua equipe criaram é muito pequena, apenas alguns milésimos de milímetro de lado a lado. Mas existem usos até para uma "capa de invisibilidade" deste tamanho.

Este dispositivo pode ser usado, por exemplo, na indústria eletrônica, para esconder falhas em cópias complexas ou em "máscaras", espécie de plantas que determinam como o processador deve ser.

"Isto pode significar uma economia de milhões de dólares para a indústria. Poderia permitir que eles corrigissem falhas ao invés de produzir novas máscaras", afirmou Zhang.

Do UOL

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Descobertas dezenas de múmias em necrópole do Egito

Da AFP
No Cairo


Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu, no sul do Cairo, um cemitério com dezenas de múmias pintadas de turquesa, ocre e dourado, algumas delas de 4.000 anos, anunciou o diretor de antiguidades egípcias, neste domingo.

"A missão encontrou dezenas de múmias em 53 tumbas cavadas na rocha", disse Zahi Hawass à AFP, acrescentando que "quatro das múmias remontam à 22ª dinastia (931-725 a.C.) e são consideradas das mais belas múmias já descobertas".

Segundo ele, outras datam do Médio Império (2061-1786 a.C.).

As múmias, cobertas de linho, estão bem conservadas.

A necrópole foi descoberta perto da pirâmide de Ilahun, no Fayum, sul do Cairo.

De acordo com o chefe da equipe, Abdel Rahme el Ayedi, também foi descoberta uma capela funerária, que serviu, provavelmente, até a época romana (30-337 a.C.).

A equipe encontrou ainda 15 máscaras pintadas, além de amuletos e cerâmicas.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Otimistas vivem mais e com mais saúde, diz estudo nos EUA

JULIE STEENHUYSEN - REUTERS


CHICAGO - Os otimistas vivem mais e com mais saúde que os pessimistas, disseram pesquisadores norte-americanos na quinta-feira, num estudo que deve dar aos pessimistas mais uma razão para resmungar.

Os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh examinaram as taxas de mortalidade e a incidência de doenças crônicas entre participantes do estudo Iniciativa da Saúde Feminina, que acompanha mais de 100 mil mulheres com mais de 50 anos desde 1994.

As otimistas --ou seja, aquelas que sempre esperam o melhor-- tinham 14 por cento menos probabilidade de morrer de qualquer causa do que as pessimistas, e 30 por cento menos chance de morrer do coração, após oito anos de acompanhamento.

As otimistas também tinham menor tendência à hipertensão, à diabete e ao tabagismo.

A equipe liderada por Hilary Tindle também avaliou mulheres altamente desconfiadas de outras pessoas --um grupo que foi chamado de "cinicamente hostil", pessoas que concordam com frases do tipo "Muitas vezes tive de receber ordens de pessoas que não sabiam tanto quanto eu" ou "É mais seguro não confiar em ninguém".

"As mulheres cinicamente hostis tinham 16 por cento mais probabilidade de morrer (durante o período do estudo) em comparação com as mulheres que eram menos cinicamente hostis (ou seja, que confiavam mais nas pessoas)", disse Tindle por telefone.

Essas mulheres também tinham uma propensão 23 por cento maior de morrerem de câncer.

Tindle disse que o estudo não prova que atitudes negativas tenham efeitos negativos sobre a saúde, mas afirmou que os resultados sugerem alguma ligação.

"Acho que realmente precisamos de mais pesquisa para criar terapias que atinjam as atitudes das pessoas, para ver se elas podem ser modificadas e se tal modificação é benéfica à saúde."

E para os pessimistas que acham que não há nada a fazer, ela diz: "Não tenho tanta certeza de que seja verdade. Simplesmente não sabemos."

A fusão de mente e máquina chegou

05/03/2009 - 00h04

El País
Javier Sampedro
Os implantes tecnológicos já ajudam paralíticos e surdos. A possibilidade de que no futuro ampliem a capacidade cerebral reabre o debate ético

Se a história universal ou a mecânica quântica já cabem em um "pen drive", por que não podemos enfiar o pen drive diretamente em nosso cérebro? Assim poderíamos adquirir esses conhecimentos de forma instantânea. Com conexões diretas semelhantes, talvez pudéssemos nos enxertar uma espécie de Google na cabeça para buscar em nossa memória, ou ampliar nossa inteligência acoplando-a às modernas redes neurais e outros programas que aprendem com a experiência.

Esses casos concretos de interface mente-máquina ainda pertencem ao campo da ficção científica. Mas há outros que caminham entre nós e que já servem para examinar muitos dos problemas - técnicos e éticos - que previsivelmente decorrerão do futuro desenvolvimento dessas técnicas. Jens Clausen, do Instituto de Ética e História da Medicina da Universidade de Tübingen, Alemanha, analisa a questão na revista "Nature" e respondeu na semana passada às perguntas de El País.

"Discutir o acoplamento entre mente e máquina é tão velho quanto o filme 'Metropolis'", diz Clausen. "O novo é que a conexão de um cérebro humano com um computador através de microeletrodos implantáveis é hoje uma opção científica real."

A forma mais difundida dessas interfaces diretas são os implantes de cóclea no ouvido interno, usados para ajudar as pessoas surdas. Um microfone capta os sons e os envia para um pequeno computador, que contém um sistema processador de fala. O sinal processado é enviado para um receptor na cóclea, no ouvido interno, que estimula diretamente os neurônios do nervo auditivo que se comunicam com o cérebro.

Se isso ainda não parece uma interface mente-máquina, começará a parecer em pouco tempo. "As pessoas que têm o nervo auditivo danificado não podem se beneficiar desse sistema", diz Clausen, "e já entraram em testes clínicos dispositivos semelhantes que, em vez da cóclea, são implantados diretamente nas áreas acusticamente relevantes do cérebro." No fundo, a diferença são alguns poucos centímetros.

Outro caso são os integrantes de painéis de microeletrodos na retina dos cegos. Os sistemas que foram testados têm uma resolução muito parcial, mas mesmo assim bastam para que os pacientes evitem um galho de árvore quando andam pela rua, por exemplo, e também para distinguir entre um prato e um copo, ou para saber para onde estão se movendo os objetos à sua frente.

Esses eletrodos costumam receber os sinais de câmeras sem fio acopladas aos óculos, e depois os transmitem diretamente para os neurônios do nervo ótico. Dali chegam ao córtex visual primário, situado junto à nuca. Seu principal objetivo foi até agora os pacientes de retinite pigmentosa, um conjunto de enfermidades congênitas que causam cegueira através da degeneração das células fotorreceptoras da retina.

Mas, assim como com os implantes cocleares, os cientistas já estão testando versões que se conectam diretamente às áreas visuais do córtex cerebral. Só essas variantes poderão ajudar as pessoas que, diferentemente dos pacientes de retinite pigmentosa, tenham danificado o próprio nervo ótico.

A estimulação profunda do cérebro ("deep brain stimulation", ou DBS, em inglês) já foi utilizada em cerca de 30 mil pacientes de Parkinson no mundo. Um pequeno computador subcutâneo envia sinais elétricos para eletrodos implantados profundamente no cérebro, para estimular os núcleos subtalâmicos afetados pela doença.

A técnica começa a ser estendida às fases mais precoces do Parkinson, e suas variantes estão sendo examinadas para o tratamento de outras doenças neurológicas.

Talvez as aplicações que mais se aproximam do futuro são as que permitem a um animal cobaia - e ocasionalmente um voluntário humano - mover objetos, membros mecânicos ou o cursor de um computador com a mente: quer dizer, só de pensar ou imaginar uma ação dentro de sua cabeça.

Em seres humanos isso foi testado com técnicas não invasivas, como um capacete eletroencefalográfico que capta as grandes ondas cerebrais, mas a precisão obtida é muito maior com eletrodos implantados no cérebro.

A implantação de eletrodos nas áreas motoras do córtex (as que normalmente dirigem os movimentos do corpo) está sendo testada há tempo em macacos e inclusive em pacientes humanos paralisados. Em alguns experimentos avançados com macacos, os movimentos são quase tão rápidos e precisos quanto os de um braço normal.

Um aspecto importante dessas últimas pesquisas é que os neurônios exatos acionados pelos eletrodos (entre 18 e 64, segundo o experimento) são selecionados ao acaso. Isso implica que, se o experimento funcionar, não é porque os cientistas conseguiram conectar a um computador o circuito neuronal exato que normalmente dirige esses movimentos (que, entre outras coisas, não se conhece, e provavelmente inclui vários milhões de neurônios, e não 18). Simplesmente o macaco aprende a modular a atividade dos 18 neurônios que acionaram mais ou menos ao acaso.

"Os avanços recentes nas neurociências, junto com a progressiva miniaturização dos sistemas eletrônicos, estão tornando possível a conexão de componentes técnicos às estruturas cerebrais", diz Clausen. "É uma grande promessa para as pessoas paralisadas, porque representa a possibilidade de superar a lesão neurológica, onde a transmissão dos sinais do cérebro aos músculos é interrompida."

A ideia por enquanto é que os sinais cerebrais sejam usados para movimentar pernas ou braços mecânicos. Mas o cientista não descarta a possibilidade de que "algum dia, no futuro, esses avanços possam restaurar o controle motor dos próprios membros naturais".

Ninguém coloca objeções éticas à conexão entre cérebro e máquina quando o que se pretende é tratar uma doença ou melhorar as condições de vida das pessoas cegas, surdas ou paralisadas por um acidente. Outra questão é aplicar essas técnicas à melhora das capacidades naturais da mente humana, como nos exemplos futuristas do primeiro parágrafo.

Um primeiro problema, embora pareça trivial, é que seria preciso experimentar com pessoas saudáveis. Isso é comum nos testes clínicos de fase 1 (onde não se põe à prova a eficácia de um medicamento, mas sua segurança), mas os riscos de algumas intervenções cerebrais são altos demais para justificar seu uso em um voluntário são, pelo menos na atualidade.

Além disso, como essas tecnologias são bastante novas, seus efeitos em longo prazo são uma incógnita. O risco de sofrer um dano cerebral causado pela intervenção cirúrgica não compensaria os benefícios hipotéticos que uma pessoa sã poderia tirar de uma pesquisa desse tipo.

"Usar uma técnica com o objetivo explícito de melhorar as qualidades humanas envolve maiores exigências de segurança que sua aplicação médica", explica Clausen. "No segundo caso, os riscos são aceitos em troca de melhorar a saúde ou mesmo de salvar a vida; mas esses mesmos riscos seriam inaceitáveis no primeiro."

Nos dispositivos controlados pelo cérebro - como as atuais próteses mecânicas -, os sinais emitidos pelos neurônios devem ser interpretados, ou decodificados, por um computador antes de poderem ser lidos pelo membro artificial. A função do computador é prever os movimentos que o usuário quer executar. E todo sistema de previsão tem suas falhas.

"Isso conduzirá a situações perigosas, ou no mínimo embaraçosas", prevê o cientista alemão. "Quem é responsável por um ato involuntário? Foi culpa do computador ou do cérebro? O usuário precisará de uma carteira de motorista e um seguro obrigatório para conduzir uma prótese?"

Esses problemas são, na realidade, semelhantes aos que a indústria do automóvel se coloca em relação aos dispositivos automáticos de condução. Também lembram as discussões jurídicas provocadas pela genética e as neurociências. Mas as tentativas de atribuir a responsabilidade penal por um comportamento belicoso aos genes do acusado ou a seus circuitos cerebrais não tiveram êxito em nenhum tribunal.

"Os seres humanos costumam manipular ferramentas tão perigosas e imprevisíveis quanto os carros e as pistolas", diz Clausen. "A interface entre cérebro e máquina é um caso altamente sofisticado de uso de ferramentas, mas não deixa de ser um caso. Aos olhos da lei, a responsabilidade não deveria ser muito mais difícil de esclarecer."

Outro campo de preocupação é que as máquinas possam mudar o cérebro. Por exemplo, embora a estimulação com eletrodos ajude pacientes de Parkinson que não respondem aos tratamentos farmacológicos, também apresenta uma maior incidência de efeitos secundários psiquiátricos, mudanças de personalidade e suicídios.

Mas isso tampouco é uma peculiaridade dessas tecnologias. Em 2004, por exemplo, a agência de alimentos e drogas dos EUA (FDA) fez que os prospectos de alguns antidepressivos fizessem constar certo aumento do risco de suicídio em adolescentes e nas primeiras fases do tratamento, associado ao uso desses fármacos. O habitual nesses casos não é renunciar aos tratamentos, mas sopesar os riscos e benefícios, informar, prevenir e respeitar as decisões autônomas que o paciente toma.

Há outras fontes de conflito ético que são mais inesperadas, como o das pessoas da comunidade surda que recusam os transplantes de cóclea. Essas pessoas não consideram a surdez uma incapacidade, mas uma espécie de "identidade cultural". Para elas, portanto, os implantes são um caso de tecnologia a serviço da melhora das qualidades humanas naturais.

Um caso extremo desse conceito de mundo veio à luz em 2006, quando Sharon Duchesnau e Candace McCullough, duas mulheres homossexuais e surdas de nascimento, escolheram o sêmen de um doador surdo para que seus filhos também o fossem, acrescentando que a surdez é só uma forma diferente de normalidade.

O filósofo Peter Singer comentou sobre esse caso: "Os adultos podem, se esse for seu desejo, optar por tapar os seus ouvidos e utilizar a linguagem de sinais, mas estas mães estão escolhendo deliberadamente reduzir as possibilidades que estariam abertas a seus filhos". E acrescentou: "Privaram seus filhos de uma capacidade, a de ouvir, que quase todo mundo valoriza. Elas alegam que a surdez é só uma forma diferente de normalidade, mas dizer que a capacidade de ouvir é neutra parece equivocado, pois é melhor ter mais sentidos do que viver sem eles. Sem esse sentido não podemos ouvir cantar os pássaros no bosque, nem a música de Beethoven, nem um grito avisando-nos de um perigo."

A polêmica sobre a surpreendente decisão desse casal desencadeou um debate ético em todo o mundo que ainda parece estar muito longe de terminar.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
UOL Celular

sábado, 28 de fevereiro de 2009





SÃO PAULO – Um vendedor inglês conseguiu recuperar seu celular da Nokia após deixá-lo cair numa praia da costa oeste da Inglaterra.

Andrew Cheatle brincava com seu cachorro de estimação quando deixou o celular cair e ser levado pelas ondas. Uma semana depois, no entanto, o aparelho foi encontrado na barriga de um bacalhau. Quem recuperou o dispositivo foi o pescador Glen Kerley, que diariamente pesca nas imediações da praia onde Andrew perdeu seu aparelho.
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Após a pescaria, Glen abriu a barriga dos peixes como sempre faz antes de levá-los para vender no mercado. Para sua surpresa, encontrou um aparelho da Nokia dentro de um bacalhau. O fato mais surpreendente é que o celular funcionava normalmente e, inclusive, ainda tinha boa carga de bateria.

Glen deixou o telefone ligado até que uma pessoa procurando por Cheatle entrou em contrato. O pescador então anotou os dados do dono do aparelho e avisou que tinha recuperado o telefone. O caso ganhou fama na Inglaterra e o encontro entre pescador e vendedor foi registrado por jornais e emissoras de TV.

Glen disse que não se surpreendeu ao encontrar o celular, pois segundo ele é muito comum achar peixes que comeram objetos perdidos no mar. O pescador afirma já ter encontrado dentaduras, pedaços de borracha, baterias e até filtros de chá dentro da barriga de peixes.

Apesar de passar uma semana submerso no oceano, o aparelho funciona normalmente, disse Andew. Curiosamente, o aparelho esteve ligado o tempo todo e Andrew pode consultar as chamadas perdidas enquanto o celular estava na barriga do peixe. O fato indica que o aparelho tocou várias vezes dentro do peixe.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Terra pode ser o melhor lugar para encontrar aliens

Ter, 17 Fev, 02h52

Físico declara que alienígenas podem estar debaixo dos nosso narizes
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Por Stella Dauer

Um artigo publicado na revista Cosmos especula que uma “biosfera escondida” pode existir em nosso planeta, dando espaço para uma possível vida alienígena, noticiou o site Slashdot .

De acordo com astrobiologistas, existem muitas formas de vida em nosso planeta que vivem sem o carbono, sendo portanto possível imaginar que possam existir outros tipos de seres em lagos de arsênico tóxico ou em pequenas passagens de água fervente do fundo do oceano. O físico da Universidade do Estado do Arizona Paul Davies sugere que os cientistas organizem uma “missão à Terra”, explorando locais inóspitos e de difícil sobrevivência para seres normais.

“Não precisamos ir a outros planetas para encontrarmos vidas estranhas. Ela pode estar embaixo dos nossos narizes ou até mesmo dentro de nossos narizes. É perfeitamente razoável esperar que encontremos uma biosfera escondida aqui na Terra, mas ninguém se deu ao trabalho de procurá-la até agora.”, declarou Davies na reunião anual da American Association for the Advancement of Science ( AAAS ) in Chicago. “A questão é ‘por quê’? O custo não é alto uma fração do dinheiro que gastamos na procura de vida extraterrestre”, disse ao site BBC News .

Davies ressalta que as mesmas ferramentas e experimentos que são utilizados para detectar novas formas de vida em outros planetas podem ser utilizadas na Terra, uma vez que só detectam elementos diferentes da nossa composição.

Cientistas dizem que a probabilidade de existir vida em outros locais do universo são medidas em uma escala que vai de 0 a 1, com 0 representando chances nulas e um para 100% de certeza. “Gostaríamos de pensar que é 1, mas quem vai saber?”, disse Davies.

www.geek.com.br

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Misterioso aroma doce se alastra de novo por Manhattan

Nova York


Autoridades dizem que odor é inofensivo, mas não sabem explicá-lo
O misterioso aroma doce que tomou conta de áreas de Nova York há mais de três anos voltou a se alastrar pela cidade na noite de segunda-feira, informou o jornal americano New York Times.

Segundo o jornal, o serviço telefônico de informações da cidade, a linha 311, recebeu vários chamados de nova-iorquinos que diziam estar sentindo um cheiro de maple syrup, um tipo de melado bastante popular nos Estados Unidos, feito a partir da seiva da árvore maple, da família das aceráceas, comum na América do Norte.

No Canadá e Estados Unidos, o melado é usada para acompanhar panquecas e waffles.

Segundo um porta-voz do Office of Emergency Management, o serviço de emergência de Nova York, a maioria dos chamados - 35 dentro de um período de algumas horas - veio de diferentes bairros de Manhattan.

Entretanto, um morador do Queens telefonou para o serviço para dizer que podia sentir o aroma doce na região do East River, disse o porta-voz.

Investigadores do departamento de proteção ambiental da cidade saíram à procura da origem do cheiro madrugada adentro, disse um porta-voz do departamento.

O inexplicável perfume adocicado já se alastrou por partes de Nova York e Nova Jersey em outras três ocasiões, disse o New York Times.

Na primeira vez, no outono de 2005, moradores de várias áreas de Nova York e da vizinha Nova Jersey comentaram sobre o cheiro.

Segundo o jornal, há várias teorias para explicar o perfume.

Uma delas diz que o cheiro viria de Nova Jersey.

Outra sugere que o aroma estaria sendo gerado por uma fábrica de doces em Manhattan.

E uma terceira, mais sinistra, é de que o odor estaria associado a um ato de terrorismo.

As autoridades concluíram que o cheiro é inofensivo, mas até hoje nunca identificaram sua origem misteriosa.

Crianças alemãs fogem de casa para se casar na África





As três crianças tentaram viajar sem passaportes e sem dinheiro




Marcelo Crescenti
De Frankfurt para a BBC Brasil



A 'testemunha', Anna-Bell (esq.), e o 'casal', Anna-Lena e Mika
As três crianças tentaram viajar sem passaportes e sem dinheiro
Duas crianças alemãs fugiram de casa com o intento de “se casar na África”, mas acabaram sendo impedidas pela polícia quando chegaram a uma estação de trens.

Um menino de sete anos de idade e uma menina de seis que moram em Hannover, no norte da Alemanha, fizeram as malas e fugiram de casa. Eles conseguiram chegar até a estação de trens da cidade, onde foram interceptados pela polícia.

Segundo as crianças, elas queriam “ir à África para casar e viver por lá.” Elas tinham feito as malas e levavam a irmã da menina, de cinco anos de idade, para servir de “testemunha de casamento.“

Na bagagem, as crianças levavam roupas de banho, um colchão de ar, óculos escuros e comida. Elas queriam pegar o trem para o aeroporto na estação central de Hannover.

Funcionários da estação chamaram a atenção de policiais, que conseguiram convencer as crianças de que sem passagens nem passaporte eles não conseguiriam chegar à África.

Como consolo, elas puderam fazer um “tour” exclusivo pela delegacia de polícia da estação, incluindo uma visita a uma cela. Os policiais disseram que as crianças não ficaram tristes por não poderem prosseguir sua viagem.

Os três menores foram recolhidos pelos pais na delegacia. Eles ainda não tinham percebido a fuga, já que seus filhos saíram da casa enquanto eles ainda dormiam.

As crianças disseram que queriam viver na África porque “lá é sempre quente”. No momento a Alemanha está sendo castigada por um inverno duro com temperaturas abaixo de zero.

"Padre balonista" fica em 1º lugar de prêmio internacional sobre mortes

da Folha Online

O prêmio Darwin Awards, que reconhece o "mérito" de pessoas que morreram de modo considerado estúpido, fechou 2008 com um brasileiro na dianteira: o padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu em abril do ano passado ao fazer um voo suspenso por balões cheios de gás hélio.

A intenção do prêmio é, na definição politicamente incorreta dos organizadores, celebrar aqueles que melhoram o código genético humano (e as chances de sobrevivência da espécie) ao morrerem de maneira "realmente estúpida" --em uma ligação um tanto torta com as teorias de Charles Darwin, cientista que dá nome ao prêmio.

Primeiro colocado na votação on-line de 2008, Carli partiu de Paranaguá (PR) e pretendia chegar até Ponta Grossa (PR), a 180 km de distância, suspenso por balões. O último contato que ele fez foi por celular via satélite, quando pediu que alguém o ajudasse a operar o aparelho de GPS (sistema de posicionamento global) que transportava --o fato de o religioso não saber manusear o aparelho ganhou bastante destaque no texto do Darwin Awards.

O corpo do padre foi encontrado em Maricá (RJ) aproximadamente dois meses após seu desaparecimento. O enterro do religioso ocorreu em 2 de agosto, em Ampére (PR), sua cidade natal, e foi acompanhado centenas de fiéis.

O religioso brasileiro está à frente do italiano Ivece Plattner, que morreu em uma linha de trem balançando os braços ao tentar salvar seu Porsche da força dos vagões que arrastavam o carro.